Tag Archives: Apresentação

Falar de que?

11 Ago

Já fiz minha entrada dramática (Rachel me representa), com um post bem cheio de confusão sentimental, agora estou livre para realmente apresentar o objetivo (se é que consegui definir um) desse cantinho.

Certa vez, li uma mensagem que me tocou, era algo mais ou menos assim: “Morreu de que? De palavras sufocadas na garganta”. E gente, se existe uma coisa da qual eu me recuso a sofrer, é de “morrer” por não falar. Claro que nem tudo deve ganhar a forma de palavras ditas, mas tem coisas que não dá para segurar. Seja um sentimento, ou uma opinião, uma (ou muitas) novidades de beauté, e até aquelas ideias meio nonsense…. você simplesmente sente que PRE-CI-SA passar adiante.

Como boa tagarela que sou, PRE-CI-SO compartilhar muitas coisas, às vezes, até mais do que minhas cordas vocais suportam (ou os ouvidos dos outros).  Então, para garantir que não sucumba às palavras presas na garganta, decidi criar este espaço, mais com a minha cara e com muitas, muitas palavras. Por quanto tempo ou com que frequência será atualizado, não sei, apenas espero que interesse para vocês, como para mim.

*Imagens do We Heart It

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(Re)Começando

9 Ago

Dizem que na vida é sempre importante saber a hora de recomeçar,  se abrir para o novo e, não diria esquecer, mas desapegar do que o passado nos trouxe. Deixar cair todo aquele peso, culpa e expectativas que criamos e finalmente ter as mãos livres para agarrar as oportunidades que aparecem (ou sempre estiveram ali, mas era difícil enxergar com aquela montoeira de coisas na mão – e na cabeça).

Tudo isso é muito lindo e, principalmente, inspirador, sempre que penso a respeito ganho forças, me sinto basicamente a Anitta dando um show das poderosas. Mas basta algo dar errado, um desvio de pensamento para o que passou e ploft! Lá estou eu, de novo, em meio às minhas neuras e traumas e momentos de glória que se foram…  Sei que não faz bem, e meu problema nem é tanto o desapego, mas a superação. Superar que fracassei, que novamente fui a responsável pelo caos que me corrói.

Meu eu consciente me diz o tempo todo que é besteira cobrar tanto de si, que não podemos controlar tudo e que, por mais que a gente se empenhe, às vezes simplesmente não rola. Mas o meu eu depressivo (sabendo o quanto sou suscetível a um drama) me puxa para os receios guardados lá no fundo da alma e me lembra de quantas vezes já me senti assim, o problema  definitivamente sou eu. Fico então como uma pessoa bipolar, alternando entre esses pensamentos, ora alegre, ora triste, ora cheia de esperanças, ora achando que nada mais vai mudar…

E nisso a vida vai acontecendo, até que por fim, uma hora os olhos cansam de chorar e a cabeça dói só de pensar em perder tempo com tanta ideia negativa. Mais uma batalha vencida pelo amor próprio. É aquele momento em que você (ou, nesse caso, eu) sente uma vontade absurda de se redesenhar, de trazer à tona todos as novas opiniões e atitudes que vem ensaiando nesse tempo de luta interior.

Confesso que minha luta interior ainda acontece, mas cá estou, atropelando etapas e buscando, no meu redesenho, motivação suficiente para meu amor próprio se impor. Como parte disso tudo, decidi matar minha vontade de jogar palavras aos ventos e liberar um pouco do turbilhão de pensamentos que borbulha nesta cabecinha. Falar do que gosto e, muito mais difícil, do que sinto. Portanto, cheguem mais, abram a mente e o coração, afinal de contas, aqui estamos entre amigas. 😉

*Imagens do We Heart It