(Re)Começando

9 Ago

Dizem que na vida é sempre importante saber a hora de recomeçar,  se abrir para o novo e, não diria esquecer, mas desapegar do que o passado nos trouxe. Deixar cair todo aquele peso, culpa e expectativas que criamos e finalmente ter as mãos livres para agarrar as oportunidades que aparecem (ou sempre estiveram ali, mas era difícil enxergar com aquela montoeira de coisas na mão – e na cabeça).

Tudo isso é muito lindo e, principalmente, inspirador, sempre que penso a respeito ganho forças, me sinto basicamente a Anitta dando um show das poderosas. Mas basta algo dar errado, um desvio de pensamento para o que passou e ploft! Lá estou eu, de novo, em meio às minhas neuras e traumas e momentos de glória que se foram…  Sei que não faz bem, e meu problema nem é tanto o desapego, mas a superação. Superar que fracassei, que novamente fui a responsável pelo caos que me corrói.

Meu eu consciente me diz o tempo todo que é besteira cobrar tanto de si, que não podemos controlar tudo e que, por mais que a gente se empenhe, às vezes simplesmente não rola. Mas o meu eu depressivo (sabendo o quanto sou suscetível a um drama) me puxa para os receios guardados lá no fundo da alma e me lembra de quantas vezes já me senti assim, o problema  definitivamente sou eu. Fico então como uma pessoa bipolar, alternando entre esses pensamentos, ora alegre, ora triste, ora cheia de esperanças, ora achando que nada mais vai mudar…

E nisso a vida vai acontecendo, até que por fim, uma hora os olhos cansam de chorar e a cabeça dói só de pensar em perder tempo com tanta ideia negativa. Mais uma batalha vencida pelo amor próprio. É aquele momento em que você (ou, nesse caso, eu) sente uma vontade absurda de se redesenhar, de trazer à tona todos as novas opiniões e atitudes que vem ensaiando nesse tempo de luta interior.

Confesso que minha luta interior ainda acontece, mas cá estou, atropelando etapas e buscando, no meu redesenho, motivação suficiente para meu amor próprio se impor. Como parte disso tudo, decidi matar minha vontade de jogar palavras aos ventos e liberar um pouco do turbilhão de pensamentos que borbulha nesta cabecinha. Falar do que gosto e, muito mais difícil, do que sinto. Portanto, cheguem mais, abram a mente e o coração, afinal de contas, aqui estamos entre amigas. 😉

*Imagens do We Heart It